Em 2012, frequentava o 2º ano de Enfermagem quando, a meio de uma noite, senti palpitações com maior intensidade (já sentia esporadicamente) bem como uma dor tipo opressiva no peito. Liguei para a Saúde 24. Fizeram-me várias questões e encaminhara-me para o meu hospital de referência onde me atribuíram uma pulseira amarela. Esperei durante 6 horas numa sala com imensas pessoas (não me recordo da altura do ano mas a urgência estava caótica). Durante o tempo de espera mantinha-me com frequência cardíaca aumentada, dor no peito e alguma ansiedade (mas nada como no presente, conseguindo estar tranquilamente naquela sala).
Quando fui finalmente atendida questionaram-me se haveria possibilidade de estar grávida e avaliaram a minha tensão arterial que estava alterada e a frequência cardíaca mantinha-se nos 140 batimentos por minuto. Sem fazer qualquer tipo de análises, a médica prescreveu-me diazepam 10mg 2x/dia (indicação terapêutica: ansiedade, insónia, relaxante muscular ou pré-anestésico) e bisoprolol 5mg 1x/dia (indicação terapêutica: afeta a resposta do organismo a determinados impulsos nervosos, especialmente no coração diminuindo a frequência cardíaca). Tomei um de cada naquela altura, pediu-me que esperasse 20' para ser reavaliada e depois disse-me que poderia tratar-se de um problema de tiróide e que deveria consultar o meu médico de família. Na altura nem questionei mas... como é que se medica uma pessoa com um beta bloqueante e um ansiolítico, levanta uma hipótese diagnóstica mas nem umas análises pede?
Durante uma semana ainda cumpri a terapêutica mas rapidamente abandonei pois em época de exames sentia uma sonolência tal que não me permitia estudar.
Pouco tempo depois fui ao Centro de Saúde e tive uma consulta com a minha médica de família. Fiz análises para avaliar a função tiroideia e... estava péssima (péssima o suficiente para a médica ter pedido análises de novo para confirmação de resultados).
Após alguns exames, diagnosticaram-me Tiroidite de Hashimoto: doença auto-imune caracterizada por uma inflamação da tiróide que leva inicialmente a hipertiroidismo seguido frequentemente de hipotiroidismo. O episódio que me levou à urgência foi-me então explicado pela médica como sendo uma condição caracterizada por hipertoidismo transitório mas que, à data das análises, já teria passado a hipotiroidismo (surge quando a tiróide não produz hormonas suficientes para o funcionamento normal do organismo).
A manifestação clínica desta doença é gradual pelo que o diagnóstico é muitas vezes tardio. Os sintomas incluem: cansaço, pele seca, queda e cabelo quebradiço, unhas quebradiças, aumento de peso, edemas generalizados, intolerância ao frio/calor, irritabilidade, alterações de memória, depressão, irregularidades menstruais, obstipação, ansiedade ... Há muito tempo que alguns destes sintomas faziam parte do meu dia-a-dia mas desvalorizei-os. Iniciei medicação para reposição hormonal e as análises melhoraram rapidamente.
Tudo isto para vos explicar que foi aqui que surgiram as minhas crises de ansiedade que, mesmo após controlo da tiróide, "herdei". A isto seguiram-se sessões no Psiquiatra, dietas e mais dietas e meses de antidepressivos (que já não tomo atualmente mas que, às vezes, sinto que deveria retomar) e ansiolíticos em SOS.
Quando fui finalmente atendida questionaram-me se haveria possibilidade de estar grávida e avaliaram a minha tensão arterial que estava alterada e a frequência cardíaca mantinha-se nos 140 batimentos por minuto. Sem fazer qualquer tipo de análises, a médica prescreveu-me diazepam 10mg 2x/dia (indicação terapêutica: ansiedade, insónia, relaxante muscular ou pré-anestésico) e bisoprolol 5mg 1x/dia (indicação terapêutica: afeta a resposta do organismo a determinados impulsos nervosos, especialmente no coração diminuindo a frequência cardíaca). Tomei um de cada naquela altura, pediu-me que esperasse 20' para ser reavaliada e depois disse-me que poderia tratar-se de um problema de tiróide e que deveria consultar o meu médico de família. Na altura nem questionei mas... como é que se medica uma pessoa com um beta bloqueante e um ansiolítico, levanta uma hipótese diagnóstica mas nem umas análises pede?
Durante uma semana ainda cumpri a terapêutica mas rapidamente abandonei pois em época de exames sentia uma sonolência tal que não me permitia estudar.
Pouco tempo depois fui ao Centro de Saúde e tive uma consulta com a minha médica de família. Fiz análises para avaliar a função tiroideia e... estava péssima (péssima o suficiente para a médica ter pedido análises de novo para confirmação de resultados).
Após alguns exames, diagnosticaram-me Tiroidite de Hashimoto: doença auto-imune caracterizada por uma inflamação da tiróide que leva inicialmente a hipertiroidismo seguido frequentemente de hipotiroidismo. O episódio que me levou à urgência foi-me então explicado pela médica como sendo uma condição caracterizada por hipertoidismo transitório mas que, à data das análises, já teria passado a hipotiroidismo (surge quando a tiróide não produz hormonas suficientes para o funcionamento normal do organismo).
A manifestação clínica desta doença é gradual pelo que o diagnóstico é muitas vezes tardio. Os sintomas incluem: cansaço, pele seca, queda e cabelo quebradiço, unhas quebradiças, aumento de peso, edemas generalizados, intolerância ao frio/calor, irritabilidade, alterações de memória, depressão, irregularidades menstruais, obstipação, ansiedade ... Há muito tempo que alguns destes sintomas faziam parte do meu dia-a-dia mas desvalorizei-os. Iniciei medicação para reposição hormonal e as análises melhoraram rapidamente.
Tudo isto para vos explicar que foi aqui que surgiram as minhas crises de ansiedade que, mesmo após controlo da tiróide, "herdei". A isto seguiram-se sessões no Psiquiatra, dietas e mais dietas e meses de antidepressivos (que já não tomo atualmente mas que, às vezes, sinto que deveria retomar) e ansiolíticos em SOS.
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